Rio Sado
O rio Sado, nascido na serra de Ourique (Aldeia de Palheiros), é o maior rio do Sul e único elo de ligação com o interior alentejano, formando, a jusante da Cidade de Setúbal, um dos melhores estuários da costa portuguesa.

As boas condições de navegabilidade e a tranquilidade das suas águas trouxeram até ao Sado diversas civilizações, nomeadamente fenícios e romanos, cujos vestígios são ainda hoje bem visíveis, o que faz deste rio um mostruário único a nível nacional no contexto da presença das antigas civilizações da História neste território.

Navegável desde épocas remotas até Porto-Rei (cerca de 10 milhas a montante de Alcácer do Sal), o rio Sado foi, durante muitos anos, a grande via de penetração no interior Alentejano, através do qual circulavam mercadorias e pessoas que, com recurso a embarcações à vela, ligavam os pontos mais inacessíveis do interior Alentejano aos centros urbanos mais desenvolvidos, nomeadamente Alcácer do Sal e Setúbal.
O desenvolvimento dos meios de transporte terrestres, ferroviário e rodoviário, na 1ª metade do século passado, tirou-lhe a importância que teve no contexto da economia regional.
Os programas de navegação que a Rotas do Sal desenvolve ao longo do rio Sado, vem dar de novo, se bem que de forma simbólica, a importância que este já conheceu como via de comunicação no transporte de mercadorias e pessoas, e como elemento fundamental do desenvolvimento económico regional.
Muitos são os motivos de interesse que se desenvolvem na zona ribeirinha ao longo das margens deste rio, das quais não poderá deixar de se realçar a existência de uma Reserva Natural que abrange praticamente toda a zona a jusante de Alcácer do Sal até ao estuário.
Agora, numa perspectiva turística, o rio Sado volta a revelar-nos todo o seu potencial, no contexto do conhecimento e divulgação de um amplo conjunto patrimonial que lhe está intrinsecamente associado, e que de outro modo, nalguns casos pela inexistência de acessibilidades, não poderia ser conhecido.







